sexta-feira, 22 de junho de 2012

Comissão especial da Câmara aprovou a possibilidade de os servidores públicos receberem proventos acima do teto constitucional


   O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), defendeu hoje (21) a possibilidade de servidores públicos aposentados de volta à ativa receber acima do teto constitucional. Segundo ele, seria justo que o servidor aposentado com a remuneração paga aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ultrapasse esse limite se voltar, por exemplo, a prestar serviços ao Estado.
  Atualmente, a prática é vedada pela Constituição. No entanto, ontem (20), comissão especial da Câmara aprovou a possibilidade de os servidores públicos receberem proventos acima do teto constitucional, que corresponde ao salário dos ministros do Supremo, atualmente em R$ 26,7 mil. O dispositivo consta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 05/2011, que, originalmente, estabelece um teto salarial único para os três Poderes.
  Entre outras mudanças, o texto aprovado ontem suprime do Inciso 11 do Artigo 37 da Constituição Federal a expressão “cumulativamente ou não”, o que, na prática, permitirá aos funcionários públicos acumular mais de um provento e, com isso, superar o salário dos ministros do STF. Além disso, a PEC também suprime da Constituição os subtetos salariais que correspondem aos salários dos prefeitos, no caso dos municípios, e dos governadores, nos estados.
  O presidente da Câmara tem outra interpretação. “Não foi aprovado o fim do teto. Acho, por exemplo, que um funcionário público aposentado pelo teto que for requisitado para prestar algum serviço para o Estado precisa receber remuneração. E essa remuneração será acima do teto, se não ele estaria trabalhando de graça ou por caridade, já que ele já recebe como aposentado. Acho perfeitamente normal e é bom para o país, inclusive, para poder usar a experiência acumulada por essas pessoas”, argumentou Maia.
  O deputado federal ponderou, no entanto, que não há previsão para que a PEC seja votada imediatamente pelo plenário, e considerou normal o fato de a comissão especial ter aprovado a matéria com apenas duas reuniões para tratar do assunto.
  “A PEC somente foi aprovada na comissão especial, como tantas outras matérias que são aprovadas todos os dias. Mas não há previsão ou encaminhamento dos líderes para votação pelo plenário da Casa”, disse o petista. “O fato de ser aprovada pela comissão não significa que represente a [vontade da] maioria da Casa. Essa não é uma questão relevante para o momento", acrescentou.
  O presidente da Câmara se disse ainda favorável à vinculação do salário dos parlamentares aos dos ministros do Supremo, dispositivo original da PEC, mas se posicionou contra o fim dos subtetos nos estados e municípios. “Acho que deve haver teto nos estados e o estabelecimento de regras para que os estados possam organizar sua política salarial”.
  O substitutivo do deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) à PEC apresentada pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) foi aprovado pela comissão especial em votação simbólica, após vários membros do colegiado deixarem a reunião.
  O texto aprovado ainda precisa ser votado em dois turnos pelo plenário da Câmara, onde poderá ser modificado. Depois de aprovado pelos deputados, a PEC ainda será encaminhada à apreciação e votação do Senado, também em dois turnos de votação. Se aprovada pelas duas Casas Legislativas, a emenda constitucional será promulgada pela Mesa do Congresso e passará a integrar a Constituição.
Fonte: Exame.com 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dados da Prevedência Social 2011


Por quê a PEC 555 deve ser aprovada?
Veja neste link documento da ANFIPE com dados sobre previdência Social, explicando que ela não
e deficitária.
 
http://www.adufepe.com.br/acao_docente/carreira/dados_previdencia_2011-ANFIPE.pdf

951 aposentados e pensionistas da UFPI terão que devolver dinheiro


Ação foi ingressada pela Fundação da Universidade Federal do Piauí (FUFPI)
Cerca de 951 aposentados e pensionistas da Universidade Federal do Piauí (UFPI) estão sendo notificados a devolver dinheiro a União. Os valores são referentes à Unidade de Referência de Preços (URP). A URP era o mecanismo de correção salarial vigente desde 1987, introduzido pelo Plano Bresser, mas foi sustada pelo Plano Verão em início de 1989, o que, segundo os reclamantes, feriu o direito adquirido e violou a Constituição, que proíbe irredutibilidade de vencimentos.
A ação foi ingressada pela Fundação da Universidade Federal do Piauí (FUFPI) contra decisão proferida pelo juiz federal da 2ª Vara da Seção Judiciária que, confirmando a liminar concedeu segurança para determinar a FUFPI se abstivesse de suprimir o valor referente a URP de fevereiro de 1989 (26,05%) dos vencimentos e proventos de aposentadorias.
O pagamento havia sido concedido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Porém, em sua decisão o órgão manifestou-se expressamente no sentido de determinar à Universidade Federal do Piauí que faça cessar todo e qualquer pagamento decorrente dos atos no prazo de 15 dias, sob pena de ressarcimento. Os professores estão sendo notificados a se defender desde 13 de junho. Em decisão proferida no dia 12 de junho, a Justiça Federal determina que seja feita a "desincorporação da vantagem administrativa do percentual dos 26,05% nos vencimentos, proventos e pensões dos impetrantes do mandado de segurança. Além disso, a decisão prevê o ressarcimento, desde logo, em face à renúncia ao prazo recursal pela própria associação impetrante".
No entanto, Igor Moura Maciel, advogado da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI), informou que uma nova ação seja impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana contestando a medida e questionando a competência do TCU de proferir decisões em processos já transitados e julgados. De acordo com o advogado, nenhum aposentado e pensionista terá que devolver dinheiro. "Garantimos que essas notificações não terão efeito prático. E qualquer aposentado e pensionista que se sentir prejudicado pode procurar a assessoria jurídica da ADUFPI", alertou.
A batalha dos aposentados da UFPI contra a União teve início ainda em 1991 e todas as decisões foram concedidas a favor dos servidores que obtiveram reajuste de 26,05%. No entanto, as análises feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos vencimentos dos aposentados e pensionistas da UFPI resultaram em uma nova ação. E o TCU determinou à reitoria a notificação dos aposentados. O que levou a assessoria jurídica da ADUFPI a ingressar com uma ação contra o reitor da instituição para que o corte do reajuste nas aposentadorias não fosse feito.
"Isso resultou em um problema de ordem processual. Porque a ação deveria ter sido impetrada contra o TCU que determinou o corte do percentual e não contra o reitor à época. E como o TCU não tinha competência para analisar questões transitadas e julgadas, como é o caso da URP, a Justiça Federal entendeu que a ação deve ser analisada por uma instância superior", explicou Igor Moura Maciel, advogado da ADUFPI.
Ele esclarece ainda que no documento datado de 3 de maio deste ano, em que a assessoria jurídica da ADUFPI afirma que "se conforma com a decisão proferida - acórdão que julgou o extinto processo, sem resolução do mérito, renunciando, portanto, ao recurso e ao prazo para interposição", o entendimento é que por conta desse "equívoco processual" é preciso elaborar uma nova ação junto ao STF. "É apenas uma questão de três a quatro dias. Ninguém terá que devolver recurso, pois o percentual que é pago aos aposentados e pensionistas já é resultado de uma ação transitada e julgada. O Além disso, existem jurisprudência em que o STF já proferiu centenas de decisões favoráveis aos servidores em casos semelhantes", frisou Igor Moura Maciel.      
Fonte 180 Graus 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Docentes federais em greve se reúnem nesta terça com representantes do governo


Depois de mais de 25 dias em greve, os professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) devem se reunir no final da tarde desta terça-feira (12) com representantes do governo federal. A reunião foi convocada pelo Ministério do Planejamento e  participarão representantes da diretoria e do Comando Nacional de Greve do ANDES-SN e de outras entidades do setor da educação.

A expectativa é que o governo apresente uma proposta de reestruturação para a carreira docente, dando início efetivo às negociações com os docentes federais. “Nós queremos negociar, mas para que isso ocorra efetivamente, o governo federal tem que apresentar propostas concretas sobre as quais possamos discutir e buscar uma solução positiva ao impasse estabelecido o mais rapidamente possível”, disse Marina Barbosa, presidente do ANDES-SN.

Para os docentes em greve, o acordo emergencial firmado com o governo em 2011 não foi cumprido e não aconteceram os avanços previstos para a conclusão dos trabalhos referente a reestruturação do plano de carreira no prazo estabelecido (31/3). 

“Na última reunião antes da greve, em 15 de maio, o governo nos apresentou verbalmente alguns pontos, que eram a repetição da proposta apresentada em dezembro de 2010. Ou seja, as negociações não avançam”, completou Marina.

Parados desde 17 de maio, os professores federias realizam uma greve histórica, que teve início com a adesão de 33 instituições federais de ensino superior (Ifes). Atualmente, são 51 Ifes com as atividades suspensas. A previsão é de que o número cresça essa semana, já que mais instituições estão com indicativo de paralisação. (veja a lista)

“Queremos a reestruturação da carreira. Em substituição à atual, com muitos níveis, defendemos uma estrutura mais simples, que valorize o trabalho docente e permita oferecermos ensino de qualidade. Para isso precisamos também de condições de trabalho, de salas de aula, laboratórios, bibliotecas”, afirmou Marina.

Além do plano de carreira, os professores denunciam e reivindicam solução imediata à precariedade vivenciada nas instituições federais de ensino, conseqüência de uma política de expansão desordenada e sem qualidade via Reuni.

Mobilização
Nesta terça-feira, durante a realização da reunião, o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN deve organizar uma manifestação em frente ao prédio do Ministério do Planejamento. O ato deve ocorrerá em conjunto com o Comando Local de Greve (CLG) da Universidade de Brasília (UnB).

Em todo o país, os CLG realizam atividades para marcar, sob o tema “Educação de Qualidade: Namore essa ideia”, numa alusão ao dia dos namorados. Aulas públicas, debates, ato-shows, passeatas, abraços simbólicos às reitorias também ocorrem durante toda a semana nas diversas Ifes do Brasil.

Fonte: Andes